O nosso jornal semanal

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Cheguei

Cheguei ao Reino da Dinamarca! Dia 9 de Julho às 14.20 horas!

Agora é instalar-me, desfazer as malas e descansar durante duas semanas….Depois darei notícias…!

No fim da linha

Depois de muito empacotamento, finalmente chegou o dia de apanhar o avião em direcção à Dinamarca. O meu marido foi no dia 7 de Julho, de carro, não só para levar o computador, o teclado entre outras coisas, mas também para termos um carro lá. Os dias têm sido cansativos… não só porque estamos no final do ano lectivo, como se juntou a isso a minha avaliação ( a famosa avaliação dos professores), as férias das minhas filhas (ou seja, estão em casa comigo) com as obras no nosso apartamento (que vai ficar alugado) , o empacotamento, as certidões e mudanças de moradas (um sem fim de coisinhas que têm que ficar feitas e das quais não nos podemos esquecer). Imaginam o cansaço? Felizmente, planeamos esta mudança com muito tempo de antecedência e fomos ajustando os pormenores, por se assim não fosse, teria sido o caos. Agora, chegou o dia de sair deste pais, rumo à Dinamarca, onde espero encontrar temperaturas mais frescas, mais civismo, mais responsabilidade e por isso mais liberdade!

Sentimentos

 

Quanto mais ocupados andamos, menos tempo temos para pensar… e no meu caso actual, ainda bem. Por mais motivada que ande pelo desafio de me mudar para outro país e mudar completamente de vida e, de apesar de me incomodar o estado em que Portugal caiu a vários níveis, quando paro não deixo de me sentir emocionada. O coração nem sempre acompanha a nossa razão. As pessoas de quem gostamos! A família, a minha mãe, a minha irmã, o meu sobrinho que acabou de nascer e os amigos… Quanto mais ocupada…melhor… não quero pensar…apenas desfrutar da sua companhia!

A minha vida em 30 m3

Ultimamente, todo o meu tempo livre tem sido dedicado ao empacotamento. Ou seja, tenho passado horas a fazer triagem daquilo que iremos levar, a registar tudo num ficheiro e a numerar caixotes. Tem sido muito útil, na medida em que nos apercebemos da quantidade de tralha que acumulamos ao longo da nossa vida e nos permite em fazer uma limpeza mental e distinguir aquilo que temos daquilo que necessitamos. Pelo meio, temos recebido visitas de uns senhores de pasta, fato e gravata que chegam cá a casa para fazer o orçamento do transporte dos nossos haveres até à Dinamarca. Ao que parece não irá sair barato transportar a nossa vida até lá, felizmente a minha vida cabe em 30 m3 .

Estratégia

Para mudar para a Dinamarca pareceu-nos fundamental ter uma estratégia, para evitar constrangimentos que poderiam ser evitados. Assim foi fundamental sentarmo-nos e reflectir como se iria processar.
Como a nossa filha mais velha irá para a escola em Agosto e eu como também sou professora e por isso tenho que respeitar o meu contrato ficou assente que eu e as minhas filhotas iríamos a meio de Julho de avião. O meu marido irá em Maio de carro para arranjar uma casa perto de uma escola que não tenha muitos alunos estrangeiros.
Estamos ainda a fazer um inventário de tudo o que queremos levar no carro, no avião ou na mudança que ainda não sabemos se será de barco ou num daqueles camiões que fazem mudanças internacionais.
A questão é que embora ainda faltem alguns meses, as coisas se forem feitas com tempo, dá margem de manobra para aqueles pormenores de última hora. Todos os dias dedicamos algum do nosso tempo a esta questão. O facto é que nos sentimos muito menos angustiados quando temos tudo organizado.
Foram definidas dead lines para coisas como:
Triagem do que queremos levar
Cancelamento de seguros,
Aluguer a nossa casa,
Revisão do carro
Check-up médico
Equiparação de licenciatura

Experimentar…

Durante o mês de Agosto, decidimos passar as férias de maneira diferente. Em vez de passar os dias de “papo para o ar” numa praia qualquer, decidimos passá-los em Copenhaga e termos assim a experiência de viver como uma família dinamarquesa. Alugamos um apartamento, fomos ao supermercado, usamos os transportes públicos e a bicicleta. A experiência não podia ter sido melhor, apesar de ter sido muito difícil alugar um apartamento apenas por um mês (aliás, só foi possível graças ao Bruno Alexandre e ao João – dois portugueses que já lá moram e que nos deram imenso apoio).

Aproveitamos, o facto de estar lá, para “sondar” o mercado de trabalho e as oportunidades de emprego e visitar escolas.

A qualidade de vida é, de facto, bem melhor do que cá.

O mais dificil sempre foi…decidir!

Há cerca de um ano que eu e o meu marido decidimos que iríamos viver para fora de Portugal. Estamos ambos ligados às artes, e o panorama não é animador. Este é talvez, o sector em que menos se investe neste país. Em termos de trabalho, por enquanto ainda não tem faltado, mas por quanto tempo? Para além disso a malha social está a degradar-se a olhos vistos: nos últimos anos a sociedade portuguesa alterou muito a sua forma de estar.
Como temos 2 crianças pequenas (uma de 6 e outra de 2) para educar, achamos que esta é a melhor altura para ir.
O País eleito – a Dinamarca. Iremos depois das aulas terminarem e porque a primária, na Dinamarca começa aos 7 anos. Sendo assim, em Julho lá iremos nós.

Este espaço servirá para partilhar todas as etapas desta aventura!